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- O que é o RPA
- O que acontece com o imposto no RPA
- Quando o RPA faz sentido
- Quando abrir a PJ
- A conta que decide
- O que fazer enquanto a PJ não fica pronta
- Posso receber por RPA e por PJ no mesmo ano?
- O INSS nos dois caminhos
- SLU ou sociedade?
- MEI não é opção
- Os erros mais comuns
- Um roteiro para o primeiro mês
- Perguntas frequentes
- Onde a Ethos entra
O primeiro plantão chegou antes da empresa. É uma situação muito comum: o CRM saiu, um colega indicou uma vaga, o hospital precisa de alguém no fim de semana e pergunta "você tem CNPJ?". Se a resposta é não, o pagamento sai por RPA, o recibo de pagamento de autônomo.
Este texto explica o que acontece quando você recebe por RPA, quando vale a pena abrir a PJ, o que fazer enquanto a empresa não fica pronta e como não perder dinheiro na transição.
O que é o RPA
O RPA é o recibo que a empresa emite quando paga um profissional autônomo, pessoa física, sem vínculo de emprego. No caso do médico, o hospital registra o pagamento do plantão no seu CPF e desconta:
- INSS de 11%, limitado ao teto da Previdência
- Imposto de renda pela tabela progressiva mensal, que chega a 27,5%
- ISS do autônomo, quando o município exige a retenção ou o cadastro
E o hospital ainda paga 20% de INSS patronal sobre o valor. Por isso muitos hospitais preferem contratar PJ, e alguns só aceitam RPA por pouco tempo ou em casos pontuais.
O que acontece com o imposto no RPA
O imposto de renda retido no RPA é calculado mês a mês, por fonte pagadora. Se você dá plantão em dois hospitais no mesmo mês, cada um retém como se fosse a sua única renda. Na declaração anual, os valores são somados, e é comum aparecer imposto a pagar, porque a soma cai na faixa mais alta da tabela.
Com poucos plantões por mês, o RPA não pesa muito. Com plantões frequentes, a carga chega perto de 27,5% de imposto de renda mais o INSS, o que costuma ser bem mais do que a PJ pagaria. A conta com um exemplo está em Quanto ganha um médico recém-formado, de verdade.
Quando o RPA faz sentido
O RPA é uma boa saída em algumas situações:
- Os primeiros plantões, enquanto a empresa está sendo aberta
- Plantões esporádicos, poucos por ano, que não justificam manter uma PJ
- Quem vai entrar na residência em poucas semanas e não pretende voltar a dar plantão tão cedo
- Serviços que só pagam como pessoa física, por política interna
Fora disso, o RPA tende a ser a forma mais cara de receber.
Quando abrir a PJ
A PJ passa a compensar quando os plantões ficam frequentes. Não existe um número mágico, mas alguns sinais ajudam:
- Você tem ou vai ter escala fixa em um ou mais hospitais
- O hospital exige PJ para continuar contratando
- A renda mensal de plantões já coloca você na faixa de 27,5% do imposto de renda
- Você pretende passar pelo menos alguns meses dando plantão antes da residência
Com o Simples Nacional e o Fator R, a empresa médica paga a partir de 6% sobre o faturamento, e o lucro distribuído é isento dentro dos limites da lei. O passo a passo está em Como abrir CNPJ de médico plantonista, e o custo, em Quanto custa abrir a empresa de um médico.
A conta que decide
Para comparar, some tudo o que sai em cada caminho:
No RPA: INSS retido, imposto de renda retido, ISS do autônomo e o imposto a pagar na declaração, quando houver.
Na PJ: DAS do Simples, INSS sobre o pró-labore, o contador e as taxas da empresa, como a anuidade do registro no CRM.
A calculadora de plantão médico faz essa comparação com os seus números.
O que fazer enquanto a PJ não fica pronta
A abertura da empresa médica passa pela Junta Comercial, pela Receita, pela prefeitura e pelo registro da empresa no conselho. Leva algumas semanas. Nesse intervalo:
- Receba por RPA os plantões que já estão marcados
- Guarde os comprovantes de cada RPA, com o valor bruto e as retenções
- Avise o hospital de que a PJ está em abertura e pergunte o que ele precisa para o cadastro
- Monte a pasta de documentos do cadastro: contrato social, cartão do CNPJ, registro no CRM, dados bancários
- Não emita nota antes da hora. A nota só pode sair depois que a empresa tiver CNPJ e inscrição municipal
O registro da empresa no conselho costuma ser o passo esquecido. Está em CRM PJ: o registro da empresa médica no conselho.
Posso receber por RPA e por PJ no mesmo ano?
Pode. É o caso mais comum de quem começa: os primeiros meses por RPA, o resto do ano pela PJ. Na declaração de imposto de renda:
- Os RPAs entram como rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica, com o imposto retido
- O pró-labore entra da mesma forma, com a empresa como fonte pagadora
- O lucro distribuído entra em rendimentos isentos
O detalhe está em IRPF do médico com PJ: o que declarar.
O INSS nos dois caminhos
No RPA, o INSS de 11% é descontado sobre cada pagamento, até o teto. Se você recebe de vários hospitais, cada um desconta, e a soma pode passar do teto. Para evitar desconto a mais, informe a cada fonte pagadora o que já foi descontado nas outras.
Na PJ, o INSS é de 11% sobre o pró-labore. A empresa no Simples, no Anexo III, não paga o INSS patronal de 20% sobre o pró-labore, porque ele já está dentro do DAS. Está em Médico PJ e aposentadoria: como fica o INSS.
SLU ou sociedade?
Para o médico que vai faturar sozinho, a sociedade limitada unipessoal, a SLU, costuma ser o formato mais simples: um único sócio, sem precisar de outra pessoa no contrato, e com o patrimônio pessoal separado do da empresa. Está em SLU ou LTDA para médico.
MEI não é opção
Muita gente pergunta se o médico pode abrir um MEI para receber os primeiros plantões. Não pode. A medicina é profissão regulamentada e não está entre as atividades permitidas ao MEI. Está em Médico pode ser MEI?.
Os erros mais comuns
Ficar no RPA por meses por achar que abrir empresa é complicado.
Abrir a PJ com pró-labore de um salário mínimo, sem o Fator R, e pagar pelo Anexo V, a partir de 15,5%.
Esquecer os RPAs na declaração e cair na malha fina, porque os hospitais informam os pagamentos à Receita.
Emitir a primeira nota errada por não saber se o hospital retém impostos. Está em Nota fiscal de plantão: como emitir para o hospital.
Deixar a decisão para depois da residência. Quem entra na residência sem PJ e depois volta ao plantão repete todo o processo. Quem abriu antes pode manter a empresa sem movimento.
Um roteiro para o primeiro mês
Semana 1: CRM em mãos, primeiros plantões por RPA, pedido de abertura da PJ.
Semana 2: CNPJ e inscrição municipal. Pedido de registro da empresa no CRM.
Semana 3: registro no conselho concluído, cadastro da PJ nos hospitais.
Semana 4: primeiros plantões pela PJ, com a nota emitida conforme a regra de cada hospital.
O roteiro completo, do CRM ao primeiro plantão, está em Médico recém-formado: do CRM ao primeiro plantão.
Perguntas frequentes
Posso dar plantão sem CNPJ?
Pode, recebendo por RPA como pessoa física, se o hospital aceitar. Muitos hospitais preferem ou exigem PJ.
Quanto é descontado no RPA?
INSS de 11%, limitado ao teto, imposto de renda pela tabela progressiva, que chega a 27,5%, e o ISS do autônomo quando o município exige.
A partir de quantos plantões vale abrir a PJ?
Depende do valor dos plantões e da frequência. Com escala regular, a PJ costuma compensar logo nos primeiros meses. A calculadora de plantão faz a conta.
Quanto tempo leva para abrir a PJ?
Algumas semanas, somando Junta Comercial, Receita, prefeitura e registro da empresa no CRM.
O hospital pode exigir que eu abra PJ?
O hospital define como contrata. Se só aceita PJ, a escolha é abrir a empresa ou procurar outra escala. O importante é que a relação seja de prestação de serviços, com autonomia.
Os RPAs do começo do ano atrapalham a PJ?
Não. Eles entram na sua declaração de pessoa física. A PJ começa a faturar a partir da abertura.
Onde a Ethos entra
Abrimos a PJ do médico com o Fator R certo, o registro no CRM e o cadastro nos hospitais na ordem certa, para que os plantões saiam do RPA o quanto antes. Preço aberto, de R$ 167 a R$ 397 por mês, e mensalidade zerada na residência sem movimento. Veja como atendemos médicos PJ e baixe o Guia do médico recém-formado.
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