Calculadora de pró-labore
Pró-labore paga INSS e imposto de renda. Distribuição de lucro não paga nenhum dos dois. Veja quanto sobra da sua retirada e entenda por que retirar o mínimo nem sempre é o melhor caminho.
O mínimo legal é um salário mínimo, que em 2026 é de R$ 1.621.
O resultado acima é uma simulação e serve para dar ordem de grandeza. Os valores podem não corresponder ao que a sua empresa paga de verdade, porque o cálculo real depende da atividade, do município, do enquadramento atual e de particularidades que uma calculadora não alcança. Fale com a gente para uma análise detalhada do seu caso.
Pró-labore e distribuição de lucro não são a mesma coisa
O sócio tem duas formas de tirar dinheiro da empresa, e elas são tributadas de maneira completamente diferente.
Pró-labore é a remuneração pelo trabalho. Paga 11% de INSS, limitados ao teto, e imposto de renda pela tabela progressiva.
Distribuição de lucro é a participação no resultado. Não paga INSS nem imposto de renda, desde que a empresa tenha lucro apurado e a escrituração contábil em dia.
Olhando só por esse ângulo, a resposta parece óbvia: retire o mínimo de pró-labore e o resto como lucro. E é o que a maioria dos escritórios faz sem pensar muito. Mas existem três motivos para não seguir essa regra automaticamente.
Três motivos para retirar mais que o mínimo
1. O Fator R pode cortar o imposto pela metade
Se a empresa presta serviço, o pró-labore conta como folha para o Fator R. Chegando a 28% do faturamento, a empresa sai do Anexo V (que começa em 15,5%) e vai para o Anexo III (que começa em 6%).
Nesse caso, aumentar o pró-labore custa 11% de INSS sobre o aumento, mas pode economizar muito mais em DAS. O dinheiro do aumento não some: ele sai da empresa e entra na sua conta, que é para onde iria de qualquer jeito como lucro. A calculadora de Fator R faz essa conta.
2. Aposentadoria e auxílio-doença
O que define o valor do seu benefício do INSS é a média das contribuições. Retirando sempre o mínimo, você contribui sobre um salário mínimo e vai se aposentar com um salário mínimo, independentemente de quanto a empresa faturou nesse período.
Vale a mesma lógica para auxílio-doença e salário-maternidade: o benefício acompanha a contribuição.
3. Comprovação de renda
Banco não costuma aceitar distribuição de lucro como renda para financiamento. Quem retira só o mínimo de pró-labore aparece no sistema como alguém que ganha um salário mínimo, e isso atrapalha na hora de financiar imóvel ou veículo.
O que mudou no imposto de renda em 2026
A reforma da renda trouxe uma mudança grande para quem retira pró-labore em valores médios. Quem recebe até R$ 5.000 por mês ficou totalmente isento, e entre R$ 5.000 e R$ 7.350 existe um redutor que diminui o imposto de forma progressiva até zerar.
Na prática, isso significa que subir o pró-labore de R$ 2 mil para R$ 5 mil não custa nada de imposto de renda: o INSS sobe, mas o IR continua zero. É uma faixa em que a conta do Fator R passou a fechar com mais folga do que fechava antes.
O mínimo legal
O sócio que trabalha na empresa precisa retirar pelo menos um salário mínimo de pró-labore, com a contribuição previdenciária correspondente. Sócio que só investe capital e não trabalha na operação não precisa de pró-labore.
Empresa que distribui lucro sem nunca ter pago pró-labore ao sócio que trabalha nela é uma situação que a Receita costuma questionar, tratando a distribuição como remuneração disfarçada e cobrando a contribuição com multa.
O ajuste que faz uma empresa de serviço pagar metade do imposto
Duas clínicas faturam os mesmos R$ 30 mil por mês. Uma paga R$ 2.580 de imposto, a outra paga R$ 5.025. A diferença tem nome, tem fórmula, e dá para conferir em cinco minutos.
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- A régua dos 28% e as duas tabelas lado a lado
- A conta de quando aumentar o pró-labore compensa
Guia do Fator R em PDF
8 páginas · leitura de 10 minutos · tabelas de 2026
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