Calculadora da Reforma Tributária
A reforma já está na sua nota fiscal desde janeiro. Veja quanto dá no seu faturamento, entenda por que você não paga nada a mais este ano, e descubra se a sua empresa precisa decidir alguma coisa antes do prazo.
Quanto do seu faturamento vem de venda para outra empresa, e não para pessoa física. É esse número que decide se a reforma mexe com você agora ou só lá na frente.
O resultado acima é uma simulação e serve para dar ordem de grandeza. Os valores podem não corresponder ao que a sua empresa paga de verdade, porque o cálculo real depende da atividade, do município, do enquadramento atual e de particularidades que uma calculadora não alcança. Fale com a gente para uma análise detalhada do seu caso.
O que muda, em uma frase
Cinco tributos viram dois. PIS, COFINS e IPI viram CBS, que é federal. ICMS e ISS viram IBS, que é dividido entre estado e município. A ideia é acabar com o imposto que incide em cima de imposto e com a guerra fiscal entre estados.
Por que 2026 não custa nada a mais
Desde janeiro a sua nota fiscal destaca CBS de 0,9% e IBS de 0,1%. Isso assusta quem vê pela primeira vez, mas o valor apurado é compensado com PIS e COFINS no mesmo período. A carga fica exatamente igual à de antes.
Esse ano existe por dois motivos. O primeiro é técnico: as empresas precisam adaptar sistema, cadastro de produto e emissão de nota, e é melhor errar num ano em que o erro não custa dinheiro. O segundo é político: o governo usa o que for apurado em 2026 para calibrar a alíquota que vai valer de verdade.
O calendário até 2033
| Ano | O que acontece |
|---|---|
| 2026 | CBS de 0,9% e IBS de 0,1% destacados na nota, compensados. Ano de teste. |
| 2027 | PIS e COFINS acabam. A CBS passa a ser cobrada na alíquota cheia. O IPI é zerado. |
| 2029 a 2032 | ICMS e ISS caem um pouco a cada ano, e o IBS sobe na mesma medida. |
| 2033 | ICMS, ISS, PIS e COFINS deixam de existir. Fica só CBS e IBS. |
A decisão que existe de verdade em 2026
Se a sua empresa é do Simples Nacional e vende para outras empresas, existe uma decisão a tomar, e ela tem prazo.
No modelo novo, quem compra aproveita crédito do imposto que veio embutido na compra. O problema é que empresa do Simples tradicional gera crédito reduzido. O seu cliente pessoa jurídica vai comparar o seu preço com o de um concorrente fora do Simples, que dá crédito cheio, e a conta dele pode fechar melhor com o outro mesmo pagando mais caro.
A alternativa é o chamado regime híbrido: continuar no Simples para os outros tributos, mas recolher IBS e CBS por fora do DAS, na sistemática de débito e crédito. Aí o seu cliente ganha crédito cheio e você deixa de perder negócio por causa disso.
Não existe resposta única. Se você vende para consumidor final, não mexa em nada: pessoa física não aproveita crédito e não tem motivo para trocar de fornecedor. Se você vende para empresa, vale sentar e fazer a conta antes do prazo de opção.
Cuidado com quem promete o número exato
Você vai encontrar simulador dizendo quanto a sua empresa vai pagar em 2033. Isso não é possível hoje, e o motivo é simples: a alíquota cheia ainda não foi definida. Ela vai ser calibrada com os dados apurados durante 2026. A estimativa oficial fica entre 26,5% e 28%, mas é estimativa.
Tem mais: a alíquota cheia sozinha não diz quase nada. O imposto novo é não cumulativo: você abate o que já foi pago nas compras. Uma empresa que compra muito insumo vai pagar bem menos que a alíquota nominal. Uma empresa de serviço, que quase não tem insumo, vai sentir mais.
O que fazer agora
- Conferir se a sua nota está saindo certa. Se o CBS e o IBS não estão destacados, o sistema não foi atualizado, e isso vira problema em 2027.
- Olhar de onde vem o seu faturamento. Cliente pessoa jurídica muda a decisão. Cliente pessoa física, não.
- Revisar o cadastro de produtos e serviços. A classificação errada atrapalha o crédito do seu cliente e o seu.
- Não decidir com pressa. A parte que exige decisão agora é pequena e tem prazo definido.
Se você quer ver quanto paga hoje antes de pensar no depois, comece pela calculadora do Simples Nacional.
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