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- O que vem numa proposta CLT
- O que vem numa proposta PJ
- Como comparar as duas
- Por que a PJ costuma ganhar no número
- O Fator R muda a conta
- O que o dinheiro não mostra
- A residência muda a decisão
- E a pejotização?
- Dá para ter os dois?
- Um roteiro para decidir
- O que perguntar ao hospital na proposta PJ
- O que perguntar na proposta CLT
- Perguntas frequentes
- Onde a Ethos entra
"Médico é PJ ou CLT?" A resposta, na prática, é que existem os dois, e muitas vezes o mesmo médico recebe uma proposta de cada. Um hospital oferece carteira assinada com salário fixo. Outro oferece um valor por plantão, pago para a sua empresa. Comparar os dois números diretamente é o erro mais comum, porque eles medem coisas diferentes.
Este texto mostra o que cada proposta inclui, como converter as duas para a mesma base e quais fatores, além do dinheiro, pesam na escolha.
O que vem numa proposta CLT
O salário mensal da carteira é só uma parte do que o empregador paga. Com a CLT, você tem:
- Salário mensal, com desconto de INSS pela tabela progressiva e imposto de renda na fonte
- 13º salário, um salário a mais por ano
- Férias remuneradas, com um terço a mais
- FGTS de 8% do salário, depositado pelo empregador numa conta em seu nome
- Multa de 40% do FGTS em caso de demissão sem justa causa
- Seguro-desemprego, nas condições da lei
- Licença-maternidade e auxílios do INSS como empregado
- Benefícios que o hospital oferecer, como plano de saúde e vale-refeição
Em compensação, a jornada é fixa, e trocar de emprego ou recusar escalas é menos flexível.
O que vem numa proposta PJ
Na PJ, você recebe o valor combinado por plantão ou por mês, pago à sua empresa contra nota fiscal. Não há 13º, férias pagas nem FGTS. O que você tem é:
- Um valor bruto maior, em regra, porque o hospital não paga os encargos da CLT
- Imposto menor, com a empresa no Simples Nacional e o Fator R
- Flexibilidade de escala e de número de hospitais
- Custos próprios: contador, anuidade do registro da empresa no CRM e o INSS sobre o pró-labore
Férias e meses sem plantão precisam sair da sua reserva.
Como comparar as duas
A forma honesta de comparar é olhar o ano inteiro, líquido, dos dois lados.
Do lado CLT, some:
- Doze salários líquidos, depois de INSS e imposto de renda
- O 13º líquido
- O terço de férias líquido
- Os depósitos de FGTS do ano
- O valor dos benefícios que você usaria de qualquer forma, como plano de saúde
Do lado PJ, some:
- O faturamento do ano, considerando que você vai tirar férias e não vai faturar nesse período
- Menos o DAS do Simples
- Menos o INSS sobre o pró-labore
- Menos o contador e as taxas da empresa
- Menos o que você pagaria por fora pelos benefícios que a CLT daria, como plano de saúde
Com os dois totais anuais líquidos, a comparação fica justa. A calculadora CLT x PJ faz essa conta.
Por que a PJ costuma ganhar no número
Para o empregador, um médico CLT custa bem mais do que o salário: INSS patronal, FGTS, 13º, férias e provisões. Na PJ, o hospital não tem esses encargos e costuma pagar um valor bruto maior.
Do seu lado, a PJ no Simples, com o Fator R, paga a partir de 6% sobre o faturamento, mais o INSS sobre o pró-labore. O lucro distribuído é isento dentro dos limites da lei. Na CLT, o salário alto cai na faixa de 27,5% do imposto de renda.
Por isso, com valores equivalentes, a PJ costuma deixar mais dinheiro no bolso. Mas não é automático: uma proposta CLT com salário alto e bons benefícios pode ganhar de uma proposta PJ com valor baixo.
O Fator R muda a conta
Toda a vantagem da PJ depende de a empresa pagar pelo Anexo III do Simples. Para isso, a folha dos últimos 12 meses, com o pró-labore, precisa ser de pelo menos 28% do faturamento. Sem isso, a empresa médica cai no Anexo V, a partir de 15,5%, e a vantagem diminui muito. Está em Fator R do médico: quanto de pró-labore retirar.
O que o dinheiro não mostra
Estabilidade. A CLT tem aviso prévio, multa do FGTS e seguro-desemprego. A PJ pode ser encerrada pelo hospital com menos formalidade, conforme o contrato.
Afastamento por doença. Na CLT, os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador, e depois o INSS assume. Na PJ, você depende do INSS como contribuinte sobre o pró-labore, com carência e limite pelo valor da contribuição. Muitos médicos PJ contratam seguro de renda.
Gravidez e licença. Na CLT, a licença-maternidade é paga integralmente. Na PJ, o salário-maternidade do INSS é calculado sobre as contribuições.
Aposentadoria. Na CLT, o INSS incide sobre o salário. Na PJ, sobre o pró-labore. Está em Médico PJ e aposentadoria: como fica o INSS.
Flexibilidade. A PJ permite atender vários hospitais, montar a própria escala e parar para estudar para a residência.
A residência muda a decisão
Se você pretende entrar na residência em breve, a PJ tem uma vantagem prática: a empresa pode ficar sem movimento durante o programa e voltar a faturar depois. Com a Ethos, a mensalidade fica zerada nesse período. Um vínculo CLT, ao contrário, precisa ser encerrado. Está em Entrei na residência: o que faço com a PJ.
E a pejotização?
A contratação por PJ é legítima quando a relação é de prestação de serviços, com autonomia. Quando o hospital exige exclusividade, horário fixo, subordinação e pessoalidade como num emprego, a Justiça do Trabalho pode reconhecer vínculo. O tema está em discussão nos tribunais superiores, e o contrato bem feito protege os dois lados. Para o médico, o ponto prático é ler o contrato e entender o que está sendo aceito.
Dá para ter os dois?
Dá. Muitos médicos têm um vínculo CLT em um serviço e dão plantão como PJ em outros. Nesse caso, o INSS do salário CLT conta para o teto, e a declaração de imposto de renda soma o salário, o pró-labore e o lucro distribuído. Está em Médico que atende em vários hospitais.
Um roteiro para decidir
- Peça as duas propostas por escrito, com valor, carga horária, benefícios e prazo de pagamento
- Converta a CLT para o ano, com 13º, férias com um terço e FGTS
- Converta a PJ para o ano, descontando o mês de férias sem faturamento, os impostos, o INSS do pró-labore e o contador
- Coloque os benefícios na conta, pelo que você pagaria por fora
- Pese o que não é dinheiro: estabilidade, afastamento, planos para a residência
- Leia o contrato da PJ, principalmente as cláusulas de exclusividade, rescisão e responsabilidade
O que perguntar ao hospital na proposta PJ
- O valor é por plantão, por hora ou fixo por mês?
- Em quantos dias o pagamento sai depois da nota?
- O hospital retém algum imposto na nota da PJ?
- Há exigência de exclusividade ou de carga mínima?
- Quais documentos o cadastro de fornecedor pede?
- Como funciona a troca de plantão e a falta?
As respostas mudam muito a conta. Um plantão com valor bruto maior e pagamento em 90 dias pode valer menos que um menor pago em 30.
O que perguntar na proposta CLT
- Qual é a jornada e como são pagas as horas extras e os plantões noturnos?
- Há adicional de insalubridade ou outros adicionais?
- Quais benefícios acompanham o salário?
- Há exigência de exclusividade que impeça plantões como PJ em outros lugares?
Perguntas frequentes
Médico é PJ ou CLT?
Pode ser os dois. No plantão, a PJ é mais comum. Em alguns serviços, como hospitais públicos e empresas, a CLT ou o concurso aparecem com frequência.
Qual paga mais?
Com valores equivalentes, a PJ no Simples com Fator R costuma deixar mais dinheiro no bolso. A comparação justa é anual e líquida, somando 13º, férias e FGTS do lado CLT.
Na PJ eu tenho férias?
Não pagas. Você pode parar quando quiser, mas o mês sem plantão é um mês sem faturamento, e a reserva precisa cobrir.
Na PJ eu contribuo para o INSS?
Sim, sobre o pró-labore, com 11% descontado. Isso conta para aposentadoria e benefícios.
Posso ter CLT e PJ ao mesmo tempo?
Pode, se o contrato CLT não exigir exclusividade.
Onde a Ethos entra
Fazemos a conta das duas propostas com os seus números e, se a PJ for o caminho, abrimos a empresa com o Fator R certo e cuidamos da rotina. Preço aberto, de R$ 167 a R$ 397 por mês, e mensalidade zerada na residência sem movimento. Veja como atendemos médicos PJ e baixe o Guia do médico recém-formado.
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