Navegue rápido pelo artigo
- As duas tabelas na faixa inicial
- O que isso significa em reais
- Quem entra em cada anexo
- A conta que decide contratar
- O caminho mais rápido: pró-labore
- O que atrapalha sem ninguém perceber
- Como conferir em qual você está
- O efeito no preço que você pratica
- O que fazer com a diferença apurada
- Perguntas frequentes
- Onde a Ethos entra
A diferença entre o Anexo III e o Anexo V do Simples Nacional é de mais de seis pontos percentuais na faixa inicial. Sobre o faturamento de uma agência de porte médio, isso representa uma quantia que costuma superar o custo de contratar mais uma pessoa.
O que decide entre um e outro, na maioria das atividades de agência, é o Fator R: folha dos últimos doze meses dividida pela receita bruta do mesmo período. Alcançando 28%, a agência paga pelo Anexo III.
Este texto mostra o quanto isso representa em reais.
As duas tabelas na faixa inicial
Na primeira faixa, o Anexo III começa em 6% de alíquota nominal, e o Anexo V começa em 15,5%.
A diferença nominal de 9,5 pontos não é o que a agência paga de diferença, porque a alíquota efetiva considera a parcela a deduzir de cada faixa. Ainda assim, a distância se mantém grande em toda a tabela.
O que importa na prática: a alíquota efetiva do Anexo V é sensivelmente maior que a do Anexo III em qualquer nível de faturamento em que uma agência costuma operar.
A conta com o seu faturamento sai na calculadora do Simples Nacional.
O que isso significa em reais
Vale fazer a conta com o próprio número, e o método é simples.
Pegue seu faturamento dos últimos doze meses.
Rode a calculadora nos dois anexos.
Subtraia um resultado do outro.
O valor que aparece é o que a agência ganha por mês ao virar o anexo. Multiplicado por doze, é o que ela perde por ano ao não virar.
Duas observações sobre esse número:
Ele incide sobre o faturamento inteiro, e não sobre uma parcela. É por isso que a economia costuma ser maior do que o custo de aumentar a folha.
Ele cresce com o faturamento. Agência que fatura mais tem mais a ganhar com a mudança de anexo, o que torna o acompanhamento mais importante conforme ela cresce.
Quem entra em cada anexo
Nem toda atividade de agência depende do Fator R.
Alguns códigos entram diretamente no Anexo III, independentemente da folha. Se o seu for um deles, a conversa acaba aqui e vale conferir se o enquadramento aplicado está correto.
A maioria das atividades de agência entra pelo Anexo V e desce para o III ao atingir o Fator R.
Conferir qual é o seu caso é a primeira coisa a fazer. Está em CNAE de agência de publicidade: qual usar.
A conta que decide contratar
Aqui está o uso prático dessa comparação.
Suponha uma agência com folha abaixo dos 28% necessários. A pergunta é: compensa aumentar a folha para virar o anexo?
De um lado, a economia de imposto sobre todo o faturamento.
Do outro, o custo do aumento de folha, com encargos.
Como a economia incide sobre a receita inteira e o custo incide só sobre o aumento, o resultado costuma ser favorável. E existe um ganho que não aparece na planilha: a folha maior significa mais capacidade de entrega, que é o que permite faturar mais.
O detalhamento está em Fator R de agência de marketing, e o custo de contratar em Contratar o primeiro CLT na agência.
O caminho mais rápido: pró-labore
Antes de contratar, existe uma alavanca mais direta.
O pró-labore compõe a folha para o Fator R. Sócio que retira tudo como distribuição de lucro tem folha próxima de zero na conta e paga pelo anexo caro.
Registrar ou aumentar o pró-labore muda o resultado sem contratar ninguém. O dinheiro continua indo para o sócio, mudando de natureza: sai como remuneração do trabalho, com a tributação e a contribuição previdenciária correspondentes.
Está em Pró-labore de sócio de agência.
O que atrapalha sem ninguém perceber
O repasse de mídia infla a receita bruta, que é o denominador do Fator R.
Agência que compra mídia no próprio CNPJ e é reembolsada registra aquele valor como receita própria. Isso derruba o Fator R e mantém a agência no Anexo V por causa de um dinheiro que nunca foi dela.
Duas perdas pelo mesmo erro: imposto sobre valor de terceiro e anexo pior.
Está em Repasse de mídia entra no faturamento?.
Como conferir em qual você está
Abra o PGDAS do mês. O anexo aplicado aparece na composição do cálculo.
Calcule seu Fator R. Folha de doze meses sobre receita bruta de doze meses.
Compare. Fator R em 28% ou mais com Anexo V aplicado significa imposto pago a mais.
O efeito no preço que você pratica
Aqui está o uso que ninguém faz dessa comparação.
Duas agências idênticas, com a mesma estrutura e a mesma margem desejada, em anexos diferentes, precisam de preços diferentes. A que está no Anexo V tem uma fatia maior do faturamento indo para o imposto, e precisa cobrar mais para chegar ao mesmo resultado.
Isso significa que agência presa no Anexo V está numa de duas situações, e normalmente não sabe em qual:
Cobrando mais que o concorrente e perdendo negócio por preço.
Cobrando igual e operando com margem menor.
A conclusão prática: antes de mexer na tabela de preços, confira o anexo. Corrigir o enquadramento pode resolver o problema de margem sem tocar em nenhum contrato.
Está em Precificar fee mensal de agência.
O que fazer com a diferença apurada
Depois de calcular quanto vale a mudança de anexo, três caminhos:
Se você já atingiu o Fator R e está no Anexo V, o problema é de enquadramento. Corrija a apuração da próxima competência e avalie o retroativo.
Se falta pouco de folha, o pró-labore resolve mais rápido que uma contratação. Está em Pró-labore de sócio de agência.
Se falta muito, a conta vira uma decisão de estrutura: contratar, converter freelancer em CLT, ou aceitar o Anexo V e precificar de acordo.
A terceira opção é legítima e precisa ser escolha consciente, não desconhecimento.
Perguntas frequentes
Qual a diferença de alíquota entre os anexos?
Na faixa inicial, o Anexo III começa em 6% e o Anexo V em 15,5% de alíquota nominal. A efetiva depende da faixa e da parcela a deduzir.
O que decide meu anexo?
O CNAE e, para a maioria das atividades de agência, o Fator R.
Quanto preciso de folha para virar?
28% da receita bruta dos últimos doze meses.
Pró-labore conta?
Conta, e é o item que agência mais esquece.
Freelancer com CNPJ ajuda?
Não compõe a folha para o Fator R.
Vale contratar só para mudar de anexo?
A conta compara o ganho sobre todo o faturamento com o custo do aumento. Costuma valer em agência de porte médio.
Meu anexo pode mudar de um mês para o outro?
Pode, porque a janela do Fator R é móvel.
Agência sempre paga pelo Anexo V?
Não. Alguns códigos entram direto no Anexo III, e as demais atividades descem ao atingir o Fator R.
A diferença some quando o faturamento cresce?
Não. A distância entre os anexos se mantém, e o valor absoluto da diferença cresce com o faturamento.
Como sei se estou no anexo certo?
Pelo PGDAS, comparado com o seu Fator R calculado.
Estava no anexo errado. Recupero?
Cabe retificação e pedido de restituição ou compensação, respeitado o prazo.
O repasse de mídia muda meu anexo?
Pode mudar, porque infla a receita bruta que serve de denominador.
O anexo afeta o preço que eu cobro?
Afeta. Agência no Anexo V precisa cobrar mais para chegar à mesma margem, ou opera com margem menor.
Qual anexo tem o limite maior?
O limite anual do Simples é o mesmo. O que muda entre os anexos é a alíquota aplicada dentro de cada faixa.
Posso escolher meu anexo?
Não diretamente. Você escolhe o CNAE que corresponde à sua atividade e controla a folha, e esses dois definem o anexo.
Vale sair do Simples se eu estiver no Anexo V?
Raramente, antes de tentar atingir o Fator R. Sair do regime é decisão maior e costuma ser resposta a um problema que tinha solução mais simples.
A parcela a deduzir muda muito a conta?
Muda, e é por isso que a alíquota efetiva fica abaixo da nominal em ambos os anexos. A distância entre eles se mantém.
Onde a Ethos entra
Rodamos a comparação entre os dois anexos com o seu faturamento e mostramos quanto falta de folha para virar, com o custo e o retorno lado a lado. Veja como atendemos marketing e agências ou fale com a gente.
O ajuste que faz uma empresa de serviço pagar metade do imposto
Duas clínicas faturam os mesmos R$ 30 mil por mês. Uma paga R$ 2.580 de imposto, a outra paga R$ 5.025. A diferença tem nome, tem fórmula, e dá para conferir em cinco minutos.
- Como a alíquota efetiva funciona, com exemplo resolvido
- A régua dos 28% e as duas tabelas lado a lado
- A conta de quando aumentar o pró-labore compensa
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