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Médicos

INSS do médico PJ em 2026: quanto pagar e como recolher

Navegue rápido pelo artigo
  1. Quem paga o quê
  2. Como o INSS é pago na prática
  3. E o plantão que ainda cai como pessoa física?
  4. Quanto de pró-labore retirar
  5. O que o INSS do pró-labore garante
  6. Três erros comuns
  7. Perguntas frequentes
  8. Onde a Ethos entra

Quem abre a PJ costuma achar que o INSS ficou para trás junto com o RPA. Não ficou. Ele só mudou de lugar: sai do desconto que o hospital fazia no seu plantão e passa a sair do pró-labore que a sua própria empresa paga para você.

A conta é simples quando a gente separa as duas partes, a sua e a da empresa. E o valor que você escolhe de pró-labore decide quanto paga de INSS, quanto paga de imposto na empresa e o tamanho da sua aposentadoria. Por isso vale entender antes de deixar no automático.

Quem paga o quê

A sua parte: 11% do pró-labore

O sócio que trabalha na empresa é segurado do INSS como contribuinte individual. Todo mês, a empresa desconta 11% do pró-labore e recolhe em seu nome.

Esse desconto tem piso e teto. Em 2026, pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de janeiro deste ano:

  • Piso: R$ 1.621,00, que é o salário mínimo. O INSS mínimo do sócio fica em R$ 178,31
  • Teto: R$ 8.475,55. Acima disso, o INSS não sobe mais, e o desconto máximo fica em R$ 932,31

Se o seu pró-labore é de R$ 5 mil, o INSS é R$ 550. Se é de R$ 12 mil, o desconto para no teto, R$ 932,31, porque o que passa de R$ 8.475,55 não entra na conta.

A parte da empresa: depende do regime

Aqui está a diferença que mais pesa no bolso.

  • Simples Nacional, Anexo III ou V: a parte patronal do INSS já vem dentro do DAS. A empresa não paga nada a mais sobre o seu pró-labore, só os 11% descontados de você
  • Lucro Presumido: a empresa paga 20% sobre o pró-labore, à parte, além dos seus 11%

Num pró-labore de R$ 8 mil, o médico no Simples tem R$ 880 de INSS por mês. No Presumido, são os mesmos R$ 880 descontados dele e mais R$ 1.600 pagos pela empresa. É uma das razões para o regime ser escolhido com a conta feita, não por indicação de colega.

Como o INSS é pago na prática

Ninguém precisa ir ao banco com carnê. O caminho é eletrônico e fica todo com o contador:

  1. A folha do pró-labore é fechada no mês, com o valor que os sócios definiram
  2. O pagamento é informado ao eSocial, que é o sistema do governo onde entra toda remuneração paga pela empresa
  3. A DCTFWeb soma tudo e gera uma guia única, o DARF previdenciário
  4. A empresa paga o DARF até o dia 20 do mês seguinte. Se o dia 20 não for dia útil, o prazo é antecipado para o dia útil anterior

A GPS, aquela guia amarela antiga, praticamente sumiu para empresa. Hoje ela aparece em casos residuais. Se o seu contador ainda manda GPS para o pró-labore de uma PJ comum, vale perguntar o porquê.

O imposto de renda do pró-labore, quando existe, vai na mesma DCTFWeb. Desde 2026, quem recebe até R$ 5 mil por mês está isento de IR na fonte, então boa parte dos médicos no começo da PJ nem tem esse desconto.

E o plantão que ainda cai como pessoa física?

Muito médico vive um tempo nos dois mundos: parte dos plantões já pela PJ, parte ainda como autônomo, no RPA. Cada um tem a sua regra.

Plantão pago no RPA

Quando o hospital paga você como pessoa física, ele mesmo desconta os 11% e recolhe. Você não faz nada, só confere se o desconto aparece no recibo. O hospital paga também a parte dele, que é de 20%.

Atendimento particular recebido como pessoa física

Consulta paga direto pelo paciente, sem passar pela PJ, não tem quem desconte por você. Aí o próprio médico recolhe como contribuinte individual, com guia própria, sobre o que recebeu no mês.

Esse mesmo rendimento entra no carnê-leão do imposto de renda, que é outra obrigação mensal. Juntar as duas coisas na PJ costuma simplificar a vida, e foi um dos motivos de muita gente abrir a empresa. Mostramos o passo a passo em Como abrir o CNPJ de médico plantonista.

O teto vale para a soma

Se você tem pró-labore e ainda recebe plantão no RPA, o teto de R$ 8.475,55 vale para a soma de tudo no mês, e não para cada fonte. Quando uma das fontes já desconta até o teto, a outra não precisa descontar de novo, desde que seja avisada.

Quem não avisa acaba pagando INSS acima do teto. Esse valor não melhora a aposentadoria em nada. Dá para pedir a devolução do que foi pago a mais, mas é mais simples organizar antes.

Quanto de pró-labore retirar

Aqui o INSS se cruza com o imposto da empresa.

O Fator R puxa o pró-labore para cima

Medicina no Simples cai, em regra, no Anexo V, que começa em 15,5%. Quando a folha dos últimos 12 meses, que inclui o pró-labore, chega a 28% do faturamento do mesmo período, a empresa passa para o Anexo III, que começa em 6%.

Para um médico que fatura R$ 30 mil por mês, isso significa um pró-labore perto de R$ 8.400. O INSS dele fica em R$ 924 por mês, e a empresa economiza bem mais do que isso no DAS. A conta completa está em Fator R do médico: quanto de pró-labore retirar.

No Presumido, o pró-labore fica perto do mínimo

No Lucro Presumido não existe Fator R, e cada real de pró-labore custa 31% de INSS somando as duas partes. Por isso o pró-labore costuma ficar mais baixo e o restante sai como distribuição de lucro, que não paga INSS. Em 2026 a distribuição ganhou regras novas para valores altos, explicadas em Distribuição de lucros do médico em 2026.

Pró-labore zero não é opção

O sócio que trabalha na empresa precisa ter pró-labore. Sem ele, a Receita pode tratar o lucro distribuído como remuneração disfarçada e cobrar o INSS sobre tudo, com multa. Some-se a isso que, sem contribuição, você fica sem cobertura de auxílio-doença e sem contar tempo para a aposentadoria.

Para simular valores diferentes, use a calculadora de pró-labore. O raciocínio específico do médico está em Pró-labore de médico: quanto retirar.

O que o INSS do pró-labore garante

Contribuir pelo pró-labore dá direito ao mesmo que a carteira assinada dá na Previdência:

  • Aposentadoria, calculada sobre a média do que você contribuiu
  • Auxílio por incapacidade, se você precisar parar por doença ou acidente
  • Salário-maternidade
  • Pensão por morte para os dependentes

O ponto de atenção é o valor. Quem contribui sempre sobre o mínimo vai se aposentar perto do mínimo. Para o médico jovem que planeja a aposentadoria com previdência privada e investimentos, isso pode fazer sentido. Para quem conta com o INSS, a decisão é outra. Tratamos disso em Médico PJ e aposentadoria: como fica o INSS.

Três erros comuns

Pagar INSS duas vezes sobre o teto. Médico com pró-labore alto e plantão no RPA, sem avisar nenhuma das fontes. Paga acima do teto sem ganhar nada com isso.

Pró-labore que não bate com o Fator R. O contador define um valor no começo, o faturamento cresce e ninguém refaz a conta. A empresa cai para o Anexo V sem que o médico perceba, e o DAS mais que dobra.

Distribuir lucro sem contabilidade. Quando a empresa não tem escrituração que mostre o lucro, a distribuição perde a proteção e pode virar base de INSS. Contabilidade completa é o que segura essa separação.

Perguntas frequentes

Preciso pagar INSS se a PJ ainda não faturou?

Se não houve faturamento e você não retirou pró-labore, não há INSS a recolher naquele mês. A empresa continua entregando as declarações sem movimento. Na residência, por exemplo, é comum a PJ ficar parada.

Posso pagar INSS sobre o teto para melhorar a aposentadoria?

Pode, retirando um pró-labore igual ou acima de R$ 8.475,55. Isso aumenta o INSS e, no Lucro Presumido, aumenta também os 20% da empresa. Vale fazer a conta contra o que o mesmo dinheiro renderia investido.

O INSS do pró-labore entra no Fator R?

O valor do pró-labore entra na folha usada no Fator R. O que entra é o pró-labore bruto e os encargos da folha, como os 20% patronais e o FGTS dos funcionários, quando existem. Por isso o pró-labore é a alavanca mais usada para chegar aos 28%.

Sou residente e tenho PJ. Pago INSS?

A bolsa da residência tem regra própria, e a PJ só paga INSS se você retirar pró-labore. Se ela não movimenta, não há o que recolher. Está em Bolsa de residência médica paga imposto?.

O desconto aparece onde?

No recibo de pró-labore do mês e no informe de rendimentos que a empresa entrega no começo do ano, que você usa na declaração de imposto de renda. Veja o que mais entra nela em IRPF do médico com PJ: o que declarar.

Onde a Ethos entra

Definimos o pró-labore junto com você, olhando Fator R, regime e o que você quer da aposentadoria, e cuidamos do eSocial, da DCTFWeb e da guia todo mês. Você recebe o aviso antes do vencimento, pelo app. Veja como atendemos médicos PJ ou fale com a gente.

Contabilidade para médicos PJVeja como a Ethos cuida de empresas como a sua.

Vai abrir ou revisar a empresa? Veja os CNAEs para médicos e clínicas médicas, com o anexo do Simples e se aceita MEI.

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O ajuste que faz uma empresa de serviço pagar metade do imposto

Duas clínicas faturam os mesmos R$ 30 mil por mês. Uma paga R$ 2.580 de imposto, a outra paga R$ 5.025. A diferença tem nome, tem fórmula, e dá para conferir em cinco minutos.

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