Navegue rápido pelo artigo
- Você pode trocar quando quiser
- O bloco padrão
- O bloco que é específico de agência
- A ordem que evita erro
- As conferências que valem dinheiro
- Os sinais de que a troca faz sentido
- O melhor momento
- A proteção que vale o esforço: a folha em paralelo
- O que fazer com o que o escritório antigo não entregar
- Perguntas frequentes
- Onde a Ethos entra
Agência tem mais amarras do que a empresa média na hora de trocar de contador: equipe registrada, freelancer entrando todo mês, repasse de mídia passando pelo caixa e retenções que os clientes fazem na fonte. Cada um desses itens precisa atravessar a mudança sem quebrar.
A parte formal é simples e não tem multa nem janela. O que exige cuidado é a ordem dos passos, porque errar aqui aparece na primeira folha de pagamento do escritório novo.
Você pode trocar quando quiser
Não existe autorização do contador atual, não existe período obrigatório e não existe penalidade. A relação é contratual, e a única obrigação é o aviso prévio previsto no contrato, quando houver.
A documentação da empresa é da empresa, e a devolução é obrigação de quem sai. Isso vale mesmo com honorário em aberto: cobrança se resolve pelos meios próprios, e o conselho de classe trata retenção de documento como falta.
O bloco padrão
- Contrato social e todas as alterações
- Cartão CNPJ e inscrição municipal
- Certificado digital, com a garantia de que ele é seu e você tem a senha
- Balanços e balancetes dos últimos exercícios
- Livros contábeis e fiscais
- Declarações entregues, com recibos
- Guias pagas e comprovantes
- Notas fiscais emitidas e recebidas
- Parcelamentos em curso, com extrato
- Certidões nas três esferas
O item 3 trava mais transição do que qualquer outro. Certificado emitido em nome do escritório, sem cópia com a agência, deixa você dependente de quem está saindo.
O bloco que é específico de agência
A folha completa
Contratos de trabalho, alterações, recolhimentos de INSS e FGTS, férias e décimo terceiro provisionados, e as rescisões do período.
Aqui está o risco maior da troca: a folha é a obrigação que mais dói quando falha. Errar a primeira folha do escritório novo gera problema com a equipe e com o fisco no mesmo mês.
A orientação prática: faça a virada logo depois de uma folha fechada, e não no meio do mês.
O histórico do Fator R
A folha dos últimos doze meses comparada com a receita bruta do mesmo período é o que decide se a agência está no Anexo III ou no V.
O escritório novo precisa desse histórico para não errar o enquadramento no primeiro mês. E ele serve para outra coisa: conferir se o anexo aplicado até agora estava certo.
É a conferência que mais dinheiro devolve numa migração de agência. Está em Agência no Anexo V sem precisar estar.
Os freelancers
Como cada um foi contratado e como foi pago. Nota fiscal de prestador com CNPJ, RPA de pessoa física, e o que foi recolhido em cada caso.
É onde mora passivo trabalhista quando a contratação foi feita sem formalização. Está em Freelancer: como contratar sem criar vínculo.
O repasse de mídia
Como a compra de mídia para clientes foi tratada na apuração. Se entrou como receita da agência, se houve estrutura de reembolso, e como isso aparece nas notas emitidas.
Este é o item que mais gera imposto pago sem necessidade. Está em Repasse de mídia entra no faturamento?.
As retenções sofridas
Clientes maiores retêm ISS e tributos federais nas notas da agência. Esses valores foram efetivamente abatidos na apuração?
Retenção sofrida e não aproveitada é imposto pago duas vezes. Está em ISS de agência e retenção na fonte.
A ordem que evita erro
- Escolha o novo escritório antes de avisar o atual. Agência sem cobertura no meio do mês perde prazo de folha.
- Defina a data de corte com os dois, no fechamento de uma folha.
- Peça a lista de documentos ao novo, para fazer um pedido só.
- Comunique o atual por escrito.
- Receba o acervo em formato utilizável. Arquivo digital dos livros e declarações, não foto de papel.
- Confira antes de encerrar.
- Transfira a responsabilidade na Receita e refaça as procurações eletrônicas.
- Revogue as procurações antigas.
O item 2 é o que protege a folha. O item 8 é o que muita gente esquece, e é falha de segurança: quem saiu continua com acesso aos portais.
As conferências que valem dinheiro
Cinco perguntas para o primeiro mês com o escritório novo:
O anexo aplicado está certo? Compare a folha de doze meses com a receita bruta do período. Está em Fator R de agência de marketing.
As retenções sofridas foram abatidas? Some o que os clientes retiveram e compare com o que foi aproveitado.
O repasse de mídia inflou a receita? Confira se o faturamento declarado inclui dinheiro que era do cliente.
O CNAE corresponde à atividade real? Está em CNAE de agência de publicidade: qual usar.
O pró-labore está registrado e em valor coerente? Ele compõe a folha do Fator R. Está em Pró-labore de sócio de agência.
Qualquer resposta ruim aqui costuma significar imposto pago a mais, e não passivo.
Os sinais de que a troca faz sentido
Você não sabe em qual anexo está. Pergunta simples que muita agência não sabe responder.
Ninguém explicou o Fator R. É a alavanca mais importante do imposto de agência, e ela precisa ser acompanhada mês a mês.
O repasse de mídia nunca foi discutido.
As retenções não aparecem em lugar nenhum da apuração.
Você descobre as coisas sozinho e leva pronto para o contador confirmar.
O melhor momento
Depois de uma folha fechada é a melhor janela para agência, porque protege o item mais sensível.
A virada do ano organiza o exercício, e tem o inconveniente de coincidir com décimo terceiro e férias coletivas.
Qualquer momento serve quando o motivo é grave. Agência no anexo errado está perdendo dinheiro todo mês.
O roteiro geral está em trocar de contador, e a lista completa em Checklist para migrar a contabilidade da agência.
A proteção que vale o esforço: a folha em paralelo
De todos os cuidados da troca, este é o que evita o problema mais desagradável.
Na primeira competência com o escritório novo, peça para rodar a folha e compare com a última do escritório anterior, pessoa por pessoa, antes de pagar.
O que conferir:
O salário base de cada um.
Os descontos, sobretudo INSS e vale-transporte.
Os saldos de férias, por período aquisitivo.
As verbas variáveis que existirem.
O valor líquido de cada pessoa.
Divergência aqui costuma vir de saldo de férias reconstruído errado ou de verba da convenção que não foi transportada. Pega-se em dez minutos de conferência e vira problema com a equipe se passar.
O que fazer com o que o escritório antigo não entregar
Nenhuma transição sai completa, e existe caminho para cada lacuna.
Provisões sem detalhe por pessoa. Reconstrua a partir das datas de admissão e dos períodos aquisitivos.
Histórico de Fator R inexistente. Reconstrua da folha e das declarações. É o levantamento que mais se paga.
Comprovantes de retenção perdidos. Os clientes que retiveram têm os documentos. Peça a eles.
Freelancer pago sem formalização. Levante os comprovantes de pagamento e formalize daqui para frente.
Lacuna não impede a troca. Ela define a primeira tarefa do escritório novo.
Perguntas frequentes
O contador antigo pode reter documento por dívida?
Não. A devolução é obrigação dele.
Trocar no meio do mês atrapalha a folha?
Pode atrapalhar. Prefira o corte logo depois de uma folha fechada.
Existe multa por trocar?
Depende do que está escrito no seu contrato. Leia a cláusula de rescisão e o prazo de aviso prévio antes de comunicar a saída.
Preciso avisar a Receita?
A empresa altera o responsável e as procurações eletrônicas na transição.
Trocar de contador chama fiscalização?
Não. É procedimento rotineiro.
Posso trocar com parcelamento em andamento?
Pode. Leve o extrato e o demonstrativo de cada um.
Descobri que estava no anexo errado. Dá para recuperar?
Cabe retificação e pedido de restituição ou compensação, respeitado o prazo e com a documentação da folha do período.
O novo contador precisa ser da minha cidade?
Não. O que importa é dominar o que agência precisa: Fator R, retenção e repasse.
Quanto tempo leva a transição?
A parte formal é rápida. O levantamento do acervo é o que leva tempo, sobretudo folha e freelancers.
E se faltar documentação de freelancer?
Levante o que existir de pagamento e formalize daqui para frente. É a lacuna mais comum em agência.
O certificado digital fica com quem?
Com a empresa. Resolva isso antes de encerrar a relação.
Vale trocar por honorário mais barato?
Para agência, raramente. A diferença de honorário costuma ser menor que o imposto pago a mais por um anexo errado.
Onde a Ethos entra
Conduzimos a troca protegendo a folha e conferindo o anexo aplicado, que é onde a agência costuma estar pagando a mais sem saber. Veja como atendemos marketing e agências ou fale com a gente.
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