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- Primeiro, o que é o Fator R
- Checagem 1: qual anexo está na sua guia
- Checagem 2: faça a divisão
- Checagem 3: veja se alguém já simulou isso com você
- O detalhe que engana até quem faz a conta
- Onde achar cada número
- Um exemplo de quanto está em jogo
- Quando o Anexo V está certo mesmo
- O que fazer se você achou o erro
- Outros sinais de conta mal feita
- O que fazer com o resultado da conferência
- Perguntas frequentes
- Onde a Ethos entra
Médico no Anexo V pagando quase o dobro do necessário é mais comum do que parece. Nem sempre é erro de cálculo: às vezes ninguém fez a conta, e a empresa foi ficando no anexo caro porque nunca houve pró-labore suficiente.
Dá para conferir sozinho, com a guia deste mês e o extrato da folha. São três checagens.
Primeiro, o que é o Fator R
O Fator R é a divisão entre a folha de pagamento dos últimos doze meses e o faturamento dos últimos doze meses.
Fator R = folha dos últimos 12 meses / faturamento dos últimos 12 meses
Se o resultado é 28% ou mais, o serviço médico é tributado pelo Anexo III, que começa em 6%. Se é menos que 28%, cai no Anexo V, que começa perto de 15,5%.
Entram na folha o pró-labore dos sócios com o INSS correspondente, os salários e os encargos. Não entra pagamento a autônomo por RPA nem nota de outra pessoa jurídica.
Checagem 1: qual anexo está na sua guia
O extrato do PGDAS mostra em qual anexo a receita foi classificada. Se está no Anexo V e você tem pró-labore relevante, algo não fecha.
Um sinal rápido: alíquota efetiva na casa dos 15% ou acima para faturamento baixo indica Anexo V. Alíquota perto de 6% a 8% indica Anexo III.
Checagem 2: faça a divisão
Some o que saiu de pró-labore e folha nos últimos doze meses. Some o que a empresa faturou no mesmo período. Divida o primeiro pelo segundo.
Se der 28% ou mais e a sua guia está no Anexo V, existe erro. Se der abaixo de 28%, a classificação está certa, e a pergunta passa a ser outra: valeria a pena aumentar o pró-labore?
Use a calculadora de Fator R para não fazer a conta na mão. Ela mostra o índice atual e quanto falta de folha para virar o anexo.
Checagem 3: veja se alguém já simulou isso com você
Essa é a mais reveladora. Pergunte ao seu contador quanto de pró-labore fecharia o Fator R e quanto isso economizaria por ano.
A resposta esperada é um número, com a conta do INSS descontada. Se a resposta for genérica, provavelmente ninguém simulou.
O detalhe que engana até quem faz a conta
Comparar o Fator R com 28% parece trivial e não é, quando a conta é feita em planilha ou sistema. Valores que deveriam dar exatamente 28% às vezes retornam 27,999 por arredondamento, e a empresa cai no Anexo V tendo exatamente o índice necessário.
Se o seu Fator R está bem em cima dos 28%, vale conferir com margem. É a diferença entre 6% e 15,5% de alíquota inicial.
Onde achar cada número
As três checagens ficam mais rápidas se você souber onde procurar.
O extrato do PGDAS. É gerado no portal do Simples Nacional, competência a competência. Ele mostra a receita declarada, o anexo aplicado, a alíquota efetiva e as retenções consideradas. É o documento mais importante dessa conferência.
O relatório de folha. Traz o pró-labore lançado e os salários. Some doze meses.
As notas emitidas. Ficam no portal da prefeitura. Some doze meses de faturamento.
O informe de rendimentos. Confirma quanto de pró-labore foi efetivamente pago a você no ano.
Se você não tem acesso a nenhum desses, esse já é um resultado da conferência. Empresário sem acesso ao próprio portal depende inteiramente de terceiro para saber o que está pagando.
Um exemplo de quanto está em jogo
Um médico que fatura 20 mil por mês, 240 mil no ano, sem pró-labore relevante, é tributado pelo Anexo V.
O mesmo médico, com pró-labore de cerca de 5.600 por mês, atinge os 28% e passa ao Anexo III.
O custo de fazer isso é o INSS de 11% sobre o pró-labore, limitado ao teto, mais o imposto de renda na fonte conforme a tabela. A economia é a diferença entre as duas alíquotas efetivas aplicada a 240 mil de faturamento anual.
Na maior parte das faixas, essa diferença é grande o bastante para o saldo ficar claramente positivo. E o INSS não é dinheiro jogado fora: ele constrói a sua contribuição previdenciária, assunto de Médico PJ e aposentadoria: como fica o INSS.
Quando o Anexo V está certo mesmo
Nem sempre migrar compensa. O pró-labore custa INSS, e em faturamento baixo o custo da folha pode superar a economia de imposto.
A conta correta é: economia anual de imposto menos custo anual adicional de INSS. Se o saldo for negativo, ficar no Anexo V é a decisão certa. O que não pode é ninguém ter feito essa conta.
O que fazer se você achou o erro
Se o anexo está classificado errado, existe caminho de retificação das declarações e de recuperação do que foi pago a mais, respeitado o prazo legal. Isso precisa ser levantado competência a competência.
Se só faltou pró-labore, o ajuste é para frente. O Fator R olha doze meses, então o índice sobe aos poucos. Começar em janeiro é diferente de começar em novembro. O valor exato sai em Fator R do médico: quanto de pró-labore retirar.
Outros sinais de conta mal feita
- Retenção sofrida na nota do hospital que não aparece abatida no DAS
- Pró-labore lançado em valor fixo simbólico, sem relação com o faturamento
- Guia que chega sempre no vencimento, sem tempo de conferir nada
- Nenhum aviso sobre a mudança na tributação de lucros que passou a valer em 2026
Se mais de um item da lista bate, veja Como trocar de contador sendo médico PJ.
O que fazer com o resultado da conferência
Depois das três checagens, você cai em um de três cenários.
Está tudo certo e o Anexo III se aplica. Ótimo. Refaça a conferência a cada seis meses, porque o índice se move com faturamento e folha.
Está no Anexo V e o índice justifica. Também pode estar certo. A pergunta que fica é se compensa aumentar o pró-labore, e essa conta precisa ser feita com números, não com opinião.
Está no Anexo V e o índice já dava para o Anexo III. Aqui existe erro, e ele custa dinheiro em cada competência. O caminho é levantar desde quando isso acontece, verificar se cabe retificação e corrigir a apuração dali para frente.
Em qualquer um dos três, vale pedir a simulação por escrito ao seu contador, com o valor do pró-labore necessário e a economia anual estimada. Se essa simulação nunca foi feita, é o momento de pedir. Se ela for recusada ou vier sem números, é informação suficiente para considerar a troca, cujo roteiro está em Como trocar de contador sendo médico PJ.
Perguntas frequentes
O Fator R é mensal?
O cálculo é feito a cada competência, mas sempre olhando os doze meses anteriores. Por isso ele muda devagar.
Pró-labore de dezembro conta em janeiro?
Conta, porque a janela é móvel: cada mês olha os doze anteriores.
Distribuição de lucro entra na folha?
Não. Só entra o que é remuneração com incidência previdenciária, como pró-labore e salário.
Vale contratar alguém só para subir o Fator R?
Só se a contratação fizer sentido para a empresa. Contratar sem necessidade para economizar imposto costuma custar mais que a economia. Dimensione na calculadora do custo de um funcionário.
Meu contador disse que médico é sempre Anexo V. Está certo?
Não. O serviço médico parte do Anexo V e migra para o Anexo III quando o Fator R alcança 28%. Quem afirma que a migração não existe para médico está enganado.
Consigo recuperar o que paguei a mais?
Se houve erro de classificação, existe caminho de retificação das declarações e de recuperação, respeitado o prazo legal. Se apenas faltou pró-labore, não há o que recuperar: o ajuste vale para frente.
Quanto tempo leva para o índice subir?
Depende de quanto falta. Como a janela olha os últimos doze meses, cada mês de pró-labore novo entra e o mês mais antigo sai. Quem está perto dos 28% vira em poucos meses. Quem está longe leva mais.
O que eu levo para uma segunda opinião?
Doze extratos do PGDAS, doze meses de folha e as notas do período. Com isso qualquer contador refaz a conta em pouco tempo.
Onde a Ethos entra
Refazemos essa conta todo mês, não uma vez por ano, e avisamos quando falta pouco para virar o anexo. Veja como atendemos médicos PJ ou fale com a gente.
O ajuste que faz uma empresa de serviço pagar metade do imposto
Duas clínicas faturam os mesmos R$ 30 mil por mês. Uma paga R$ 2.580 de imposto, a outra paga R$ 5.025. A diferença tem nome, tem fórmula, e dá para conferir em cinco minutos.
- Como a alíquota efetiva funciona, com exemplo resolvido
- A régua dos 28% e as duas tabelas lado a lado
- A conta de quando aumentar o pró-labore compensa
Guia do Fator R em PDF
8 páginas · leitura de 10 minutos · tabelas de 2026
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- CLT x PJ
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- Custo de funcionário
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- Reforma tributária
- Plantão médico
- Custo para abrir empresa
- Pró-labore
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