Navegue rápido pelo artigo
- Antes de avisar o escritório atual
- O bloco societário e cadastral
- O bloco fiscal e contábil
- O bloco específico de corretora
- O bloco trabalhista
- As conferências que valem dinheiro
- A ordem da transição
- O que fazer com o que faltar
- O calendário da migração
- O que perguntar ao escritório novo antes de assinar
- Perguntas frequentes
- Onde a Ethos entra
Migrar a contabilidade de uma corretora tem um documento central que a maioria das empresas não tem: o extrato de comissão de cada seguradora. É ele que mostra o que foi pago, quando, sobre qual apólice, com qual retenção e com quais estornos.
Sem esse acervo, o escritório novo não consegue conferir nada do que mais importa.
Antes de avisar o escritório atual
Escolha o novo. Corretora sem cobertura no meio do mês perde prazo, e obrigação fiscal não espera.
Confirme que ele atende corretora. Pergunte como trata comissão parcelada e estorno de apólice cancelada. Resposta genérica é resposta ruim.
Peça a lista de documentos ao novo, para fazer um pedido só ao antigo.
Baixe os extratos você mesmo. Eles estão no portal de cada seguradora, e você tem acesso. É a parte mais importante do acervo e a que menos depende do escritório antigo.
O bloco societário e cadastral
- Contrato social e todas as alterações
- Cartão CNPJ atualizado
- Inscrição municipal e alvará
- Certificado digital, com a senha em seu poder
- Procurações eletrônicas ativas, para saber o que revogar
- Registro da corretora e habilitação do profissional
O item 6 é específico do segmento. Está em SUSEP e registro do corretor: como funciona.
O bloco fiscal e contábil
- Balanços e balancetes dos últimos exercícios
- Livros contábeis e fiscais
- Declarações entregues, com recibos
- Guias pagas e comprovantes
- Notas fiscais emitidas
- Parcelamentos em curso, com extrato e demonstrativo
- Certidões nas três esferas
O item 7 tem peso extra: certidão vencida trava credenciamento junto a seguradora, e isso interrompe o pagamento de comissão.
O bloco específico de corretora
Extratos de comissão
De todas as seguradoras, de todo o período aberto à fiscalização. É o documento central.
O que ele mostra e nenhum outro mostra: qual comissão se refere a qual apólice, se é parcela ou agenciamento, qual retenção foi feita e quais estornos ocorreram.
O critério de reconhecimento adotado
Se a comissão parcelada foi reconhecida na venda ou conforme o recebimento, e se houve opção pelo regime de caixa.
É o que decide se a corretora vem antecipando imposto. Está em Comissão lançada errada: o que fazer.
O tratamento dos estornos
Como as devoluções de comissão por apólice cancelada foram deduzidas na apuração. Está em Comissão da seguradora: como lançar.
As retenções sofridas
Os valores retidos pelas seguradoras e se foram abatidos. Está em ISS sobre comissão de corretagem.
Os contratos de comissionamento
De cada seguradora, com as regras de pagamento, parcelamento e estorno. Servem para conferir se os extratos batem com o combinado.
O histórico do Fator R
Folha de doze meses e receita bruta de doze meses, mês a mês. Corretora costuma ter folha baixa e cair no anexo caro. Está em Fator R para corretora de seguros.
O bloco trabalhista
- Contratos de trabalho e alterações
- Folha de pagamento dos últimos exercícios
- Recolhimentos previdenciários e de FGTS
- Provisões de férias e décimo terceiro
- Rescisões do período
- Pró-labore, com os recolhimentos
- Contratos com comissionados e parceiros
O item 7 é o que costuma estar mal formalizado em corretora com equipe de vendas. Está em Corretor com equipe de vendas: como formalizar.
O item 6 tem peso duplo: contribuição previdenciária e composição da folha do Fator R.
As conferências que valem dinheiro
Cinco checagens para o primeiro mês:
A receita declarada bate com o creditado? Compare mês a mês com os extratos.
Os estornos foram deduzidos? Some os cancelamentos e confira.
As retenções foram abatidas? Some o retido e compare com o aproveitado.
O anexo aplicado está correto? Compare folha e receita bruta de doze meses.
O pró-labore está registrado e coerente?
As cinco costumam apontar imposto pago a mais, e não passivo.
A ordem da transição
- Contratar o novo escritório e definir a data de corte
- Baixar os extratos de comissão você mesmo
- Comunicar o atual por escrito
- Solicitar o acervo, com a lista completa
- Receber e conferir antes de encerrar
- Transferir responsabilidade na Receita e refazer as procurações
- Revogar as procurações antigas
O item 2 antes do 3 é de propósito. Extrato de comissão você consegue sozinho, e ter isso em mãos antes da conversa dá independência.
O que fazer com o que faltar
Extratos antigos ausentes. Portal de cada seguradora, que mantém histórico.
Contratos de comissionamento perdidos. Peça segunda via à seguradora.
Histórico de Fator R inexistente. Reconstrua da folha e das declarações.
Comissionados sem formalização. Levante os pagamentos e formalize daqui para frente.
Provisões sem detalhe por pessoa. Reconstrua pelas datas de admissão e períodos aquisitivos.
Lacuna não impede a troca. Ela define a primeira tarefa do escritório novo.
O calendário da migração
Quatro semanas resolvem, e a ordem importa mais que a velocidade.
Semana 1. Contrate o novo escritório, defina a data de corte e baixe os extratos de comissão de todas as seguradoras.
Semana 2. Comunique o escritório atual por escrito e faça o pedido completo do acervo.
Semana 3. Receba e confira. É aqui que se identifica o que falta, enquanto a relação ainda está aberta.
Semana 4. Transfira responsabilidade na Receita, refaça as procurações e revogue as antigas.
Os extratos na semana 1, antes de comunicar o atual, são de propósito. É o documento que você consegue sozinho, e tê-lo em mãos dá independência na conversa.
O que perguntar ao escritório novo antes de assinar
Cinco perguntas que revelam se ele atende corretora de verdade:
- Você trabalha com os extratos de comissão na apuração mensal?
- Como trata comissão parcelada?
- Como trata estorno de apólice cancelada?
- As retenções das seguradoras entram como?
- Você acompanha o Fator R todo mês?
A primeira é a mais reveladora. Sem os extratos, não há como responder corretamente nenhuma das outras quatro.
Está em Comissão da seguradora: como lançar.
Perguntas frequentes
O escritório antigo é obrigado a entregar tudo?
A documentação é da empresa, e a devolução é obrigação dele, inclusive com honorário em aberto.
Onde consigo os extratos de comissão?
No portal de cada seguradora, que mantém o histórico do corretor.
Qual o melhor momento para migrar?
A virada do ano organiza o exercício, e depois de um fechamento mensal também funciona.
Preciso avisar as seguradoras?
O credenciamento não muda com a troca de contador.
Quanto tempo leva reunir o acervo?
O bloco cadastral sai rápido. Os extratos de todas as seguradoras são o que leva tempo.
Posso migrar com processo fiscal em andamento?
Pode. Leve o processo completo, com as manifestações apresentadas.
O novo escritório refaz apurações antigas?
Só havendo erro. O padrão é conferir e avaliar retificação.
E se eu descobrir imposto pago a mais?
Cabe retificação e pedido de restituição ou compensação, respeitado o prazo.
O certificado digital fica com quem?
Com a empresa. Resolva antes de encerrar.
Trocar chama fiscalização?
Não. É procedimento rotineiro.
Preciso entregar tudo de uma vez?
Não. O bloco cadastral e os acessos bastam para assumir o mês corrente. O histórico vem em seguida.
Como sei se o acervo veio completo?
Confira pelo que existe fora do escritório: declarações no portal da Receita, notas na prefeitura e comissões no portal das seguradoras.
Posso baixar os extratos sem falar com o contador?
Pode, e é recomendável. O acesso ao portal do corretor é seu, e ter o acervo em mãos antes da conversa acelera a transição.
O escritório novo precisa dos contratos de comissionamento?
Precisa, porque são eles que definem percentuais, prazos de estorno e forma de pagamento de cada seguradora. Sem eles, não dá para conferir se os extratos batem com o combinado.
E se eu não tiver histórico de Fator R?
Reconstrua a partir da folha e das declarações. É o levantamento que mais se paga na migração de uma corretora.
Preciso trocar o certificado digital?
Não, se ele está em nome da empresa e você tem a senha. Emitido em nome do escritório antigo, resolva antes de encerrar.
Trabalho com oito seguradoras. Preciso dos extratos de todas?
Precisa. Cada uma tem regra própria de parcelamento, estorno e retenção, e a conferência só fecha com o conjunto completo.
Onde a Ethos entra
Conduzimos a migração começando pelos extratos de comissão, porque é o cruzamento entre eles e a receita declarada que revela imposto antecipado, estorno não deduzido e retenção não aproveitada. Veja como atendemos corretores de planos e seguros ou fale com a gente.
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